O Conselho Federal apoia, em princípio, um ajustamento fronteiriço suíço do carbono para produtos de cimento importados. Em 21 de outubro de 2026, recomendou ao Parlamento que aprove o projeto de lei da comissão de ambiente do Conselho Nacional. A medida pretende evitar que a produção de cimento e as respetivas emissões sejam transferidas para países onde os produtores pagam muito menos pelo CO₂. [1]
Custos de carbono comparáveis na fronteira
As cimenteiras suíças participam no sistema de comércio de emissões ligado ao da União Europeia. Têm de entregar licenças pelas emissões e a parte atribuída gratuitamente será reduzida gradualmente até 2034. Os produtores fora da Europa não enfrentam a mesma obrigação. Por isso, o cimento importado pode obter uma vantagem de custos, apesar de a sua produção também libertar gases com efeito de estufa. [1]
O mecanismo proposto limita-se ao cimento. Segundo a Confederação, esta indústria produz a maior quantidade de CO₂ entre os setores abrangidos pelo sistema suíço. Os importadores declarariam os dados relevantes e a Confederação emitiria a fatura correspondente. O objetivo é manter a execução tão simples quanto possível. [1]
Um mecanismo antes da aplicação
Apesar do apoio, o Conselho Federal alerta para riscos no comércio externo. Uma medida suíça envia sinais comerciais e pode afetar as relações com países terceiros. Por isso, não deverá aplicar-se automaticamente, mas apenas se as importações de cimento desses países aumentarem fortemente. A comunicação não define um limiar numérico. [1]
A proposta ainda não é lei. O Parlamento terá de decidir sobre o projeto e o mecanismo recomendado. Continuam em aberto o valor do encargo, o momento da ativação e as provas detalhadas exigidas aos importadores.
O ponto político é um equilíbrio: impedir que os custos climáticos suíços desloquem a produção, sem ativar um novo instrumento comercial antes de o risco aumentar de forma material.
*Imagem: ilustração gerada por IA; OpenAI / redação Helvetia.rocks; licença: AI-generated.*
